Trompets

No Brasil, há mais de 132 milhões de animais estimação. Mais de 52 milhões de cães, 38 milhões de aves, 22 milhões de felinos e 18 milhões de peixes. (fonte: IBGE).

Segundo a Euromonitor International, o país está em terceiro lugar e representa 5,14% de um total de US$ 105,3 bilhões de faturamento em 2016. Os Estados Unidos lideram a lista, com 42,2% do faturamento total, seguidos por Reino Unido (5,8%), Brasil, Alemanha (5,09%), Japão (4,9%), França (4,7%), Itália (3,2%), Austrália (2,6%), Canadá (2,43%) e Rússia (2,36%).

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Alimentação natural para os pets.

De volta a era da comida de verdade

Por Clarissa Abicht, médica veterinária especialista em oncologia e nutrição.

A AN (Alimentaçao Natural) é um termo que tem sido muito utilizado entre tutores e redes sociais no meio pet. Antes de surgirem as primeiras rações em forma de grãos, a alimentação de cães e gatos era predominantemente carnívora e com fontes variadas de alimentos. Essa continua sendo a fórmula ideal: Sem conservantes, corantes, palatabilizantes e aditivos químicos.
Dar comida de verdade não significa dar restos de comida para o seu pequeno/a, refere-se a uma dieta caseira elaborada de forma personalizada atendendo plenamente os requerimentos nutricionais, anatômicos e fisiológicos do seu cão ou gato. A Alimentação Natural é alvo de pesquisas e estudos há mais de cinquenta anos (Fromm Family Food, 1949 – EUA). Os australianos são os principais produtores de material de qualidade sobre o assunto. Na Europa há um grande número de adeptos a comida de verdade para seus cães e gatos. No Brasil, as prescrições de AN, que só pode ser realizada por médicos veterinários ou zootecnistas, tornaram-se mais frequentes há um pouco menos de 10 anos.
Mas por que mudaria a alimentação do meu pet? Voltando no tempo, os felinos são originários do deserto e fisiologicamente, quando alimentados de forma correta, quase não bebem água. Sua alimentação de origem oferece 70 % de ingestão hídrica para o animal. Dessa forma, relaciona-se com a ingestão de rações secas a alta casuística de cálculos urinários e problema renal. Há poucas décadas também passamos a nos preocupar com obesidade e diabetes em nossos animais. A obesidade e os problemas relacionados a ela surgiram praticamente junto com as rações, assim como os problemas crônicos de pele. Sabemos que o câncer é basicamente causado por fatores ambientais e a alimentação inadequada faz parte desses fatores. Além da medicina humana, na medicina veterinária o aumento da casuística de doenças crônicas também converge a um maior consumo de alimentos refinados e calóricos.
A Alimentação Natural balanceada aliada ao exercício físico promete longevidade, qualidade de vida, diminuição de doenças crônicas, além de maior disposição e saúde geral do pet. Através de um profissional nutrólogo ou adepto ao assunto, é possível calcular as necessidades nutricionais de acordo com a raça, estilo de vida e problemas de saúde, trabalhando com variação de cardápio para que fique atrativo e muito palatável, e o melhor: sabendo exatamente o que está sendo ofertado. A nutrição tem papel fundamental na boa imunidade do seu pet e deve ser tratada de forma responsável e séria.
Do blog www.baudefamilia.com
Com autorização da jornalista Dani Góes.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Setor Pet faturou cerca de R$ 19 bilhões em 2016.

O comércio de animais de estimação no Brasil movimentou R$ 18,9 bilhões, em 2016, um crescimento de 4,9%, com relação ao ano anterior, que foi de R$ 18 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Mesmo com o crescimento do setor, as projeções da entidade, até setembro de 2016, calculavam um crescimento de 5,7%. A inflação e a crise econômica no país foram responsáveis por uma queda estimada em mais de R$ 150 milhões no faturamento, conforme a Abinpet.

Segmento no comércio da indústria para animais de estimação

Pet Food  faturamento de 67,3%;  
Serviços (banho e tosa) 16,8%;
Pet Care (equipamentos, acessórios e produtos de beleza) 8,1%; e
Pet Vet (produtos veterinários) 7,8%,  em faturamento.

De acordo com a entidade, o faturamento de Pet Food aumentou 4,9% entre 2015 e 2016. Já Pet Care subiu 5,5% entre esses dois anos, e Pet Vet (produtos veterinários), 6,7%.

“Houve crescimento orgânico no setor, porque os preços tiveram de subir por conta da inflação, ou seja, os números não refletem o desenvolvimento do mercado”, explica o presidente executivo da Abinpet, José Edson Galvão de França. “Além disso, enfrentamos uma alta carga tributária, que aumenta em 51% o preço final dos nossos produtos”. O executivo explica que a denominação de “produto supérfluo” para ração animal, estipulada pelo governo federal, vai contra a noção atual de como se trata os animais dentro de casa. “O animal de estimação é considerado membro das famílias, e seu bem-estar garante a saúde de todos”.

Para a indústria nacional, entre as atividades mais afetadas estão as exportações (pet food, pet care, pet vet e animais vivos).  Em 2015, foram exportados US$ FOB 351,4 milhões (queda estimada de 14% em relação ao ano anterior). Em 2016, as exportações somaram US$ FOB 236,3 milhões, 33% a menos quando comparado com 2015, o menor valor de exportação dos últimos 6 anos. Já as importações de pet food para cães e gatos têm quadro mais estável entre os dois últimos anos. Em 2016, o país importou 1,6% a mais do que em 2015, passando de US$ FOB 6,6 milhões para US$ FOB 6,7.

Apesar da instabilidade econômica atual, o Brasil ainda é um dos principais países do mercado pet mundial. Segundo a Euromonitor International, o país está em terceiro lugar e representa 5,14% de um total de US$ 105,3 bilhões de faturamento em 2016. Os Estados Unidos lideram a lista, com 42,2% do faturamento total, seguidos por Reino Unido (5,8%), Brasil, Alemanha (5,09%), Japão (4,9%), França (4,7%), Itália (3,2%), Austrália (2,6%), Canadá (2,43%) e Rússia (2,36%).

No Brasil, há mais de 132 milhões de animais estimação, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Calcula-se que os lares brasileiros possuam mais de 52 milhões de cães, 38 milhões de aves, 22 milhões de felinos e 18 milhões de peixes.
Fonte: Abinpet